13/7/2022

Alta da gasolina, quais os impactos no mercado de frete?

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No Brasil, a maioria das mercadorias são transportadas através da modalidade rodoviária até chegar no consumidor final. No entanto, recentemente, os combustíveis, em especial a gasolina, têm sofrido reajustes que os tornam inviáveis para o consumo. Nesse sentido, confira como a alta da gasolina pode impactar no mercado de frete.

De acordo com a Abol, a Associação Brasileira de Operadores Logísticos, o diesel é hoje o principal insumo usado em operações de carga. Inclusive, os custos dessa operação podem compor cerca de 40% desse valor. 

Portanto, a alta da gasolina pode prejudicar empresas que prestam esse tipo de serviço, além de trazer impactos negativos para o mercado de frete

Reajustes dos custos de combustível e o impacto no mercado de frete

A Petrobras é a responsável pelos reajustes de combustíveis, e com as recentes alterações, o valor médio do diesel repassado para os distribuidores saiu de R$ 4,91 para R$ 5,61 litro. Esse aumento é de 14,2%. Esse reajuste tem um impacto significativo no mercado de frete, uma vez que o setor depende do combustível. 

Contudo, essa alteração não é imediata na prática. Isto é, as empresas de logística não conseguem repassar o valor ajustado de forma imediata. É preciso, portanto, ter um tempo de adaptação com os novos custos, que costumam ser de 1 a 2 meses. Além disso, a negociação nem sempre envolve a totalidade desse aumento.

Desse modo, é nítido que as empresas não têm a mesma capacidade de absorver o valor total do aumento do combustível. Afinal, com isso, não seria possível obter lucro para sua empresa.

Repasse do custo para o consumidor

Ao longo dos últimos anos, a empresa tem repassado o custo desses aumentos para o próprio cliente. E isso não se limita ao combustível, pois todos os segmentos do mercado brasileiro têm se beneficiado dessa prática.

Porém, esse repasse também agrega algumas consequências sérias. Por exemplo, toda a cadeia de suprimento tem, com isso, um aumento generalizado. Isso prejudica, portanto, a logística das empresas.

Os efeitos do aumento do combustível podem ser percebidos de maneiras distintas a depender do transporte que usa diesel. Esse transporte pode usar o combustível em cargas fracionadas ou na carga fechada. No primeiro tipo de carga, é usada uma parte do caminhão, e no segundo o transporte é usado para levar o produto de somente um cliente.

Por isso, o aumento do combustível afeta o custo de todos os processos logísticos das empresas, incluindo o mercado de frete, agravando, então, a inflação do país. Inclusive, destaca-se que o compartilhamento desse custo com o cliente põe em risco os contratos, pois nem sempre o repasse de custo é aceito.

Revisão contratual 

Visando reduzir o impacto do repasse de custo, é importante que a sua empresa faça uma revisão contratual. Isso porque o contrato que você tem com os atuais prestadores de serviço pode estar desatualizado – o que pode prejudicar a sua empresa.

Nesse sentido, uma alternativa interessante é incluir nesses contratos a previsão de revisão em relação aos valores acordados a cada período indicado, podendo ser dois, três ou quatro meses, por exemplo. Inclusive, muitas empresas preveem o reajuste a cada mês.

A grande preocupação nesse momento, por parte das empresas, é perder o seu negócio. Assim, as empresas de pequeno porte, como as inseridas no mercado de frete, são as que sofrem com mais prejuízos, com o risco de falência, devido à dificuldade de repassar o custo do combustível.

Todas as empresas estão sujeitas e vulneráveis frente às políticas dos preços de combustíveis, incluindo o mercado de frete. Por isso, a tendência é que isso modifique a cadeia de suprimento e demais processos logísticos de uma empresa. Até porque não é viável custear esse aumento em sua totalidade.

A relação entre o aumento do combustível e o ICMS

Em contrapartida ao aumento do combustível, temos a redução do ICMS, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. A diminuição desse imposto pode ser algo muito relevante para os estados, distribuidoras e empresas no geral, além das inseridas no mercado de frete.

No atual cenário, a Petrobras somente conseguiria manter os seus objetivos alinhados com o mercado exterior se a cotação internacional da matéria-prima se mantiver a mesma. Essas movimentações aconteceriam sem um novo ajuste do valor do combustível e com a redução de ICMS.

Inclusive, o primeiro motivo que pode desencadear novos aumentos é a inflação da cesta básica no Brasil. Afinal, a maioria dos alimentos são advindos dos centros de distribuição e do hortifrutigranjeiro. Esses alimentos são feitos por produtos de pequeno ou médio porte, e transportes semelhantes.

Leia também: TJSP decide que Difal do ICMS só poderá ser cobrado de empresas em 2023

A Guerra da Ucrânia tem alguma relação com o aumento do combustível e o mercado de frete?

Para entender o aumento dos valores do combustível, é necessário lidar com todo o cenário que o Brasil está inserido. No entanto, uma das justificativas levantadas é a Guerra que está acontecendo entre a Ucrânia e a Rússia, de maneira equivocada.

De fato, alguns dos fatores que influenciam no valor do combustível são os externos ao país, como a própria guerra supracitada. No entanto, o cenário do mercado nacional também contribui para tal aumento. Logo, não há como afirmar que apenas a guerra da Ucrânia e Rússia é responsável pelo aumento do valor da gasolina. 

Além disso, o Brasil tem adotado uma política que não prevê, por exemplo, benefícios para os consumidores e os agentes econômicos. Por isso, hoje em dia, já podemos encontrar propostas no Congresso Nacional a fim de conter esses reajustes atuais no combustível.

Essas propostas não chegam a ser discutidas, por conta da articulação do governo e a falta de consenso entre os envolvidos.

Qual seria a solução para o aumento do combustível?

Com o aumento do valor do combustível, uma medida que poderia solucionar, a curto e longo prazo, é a desoneração dos tributos que incidem no diesel e outros insumos usados por essa modalidade de transporte. Isso porque a carga tributária nesse caso é de 35,6% dos gastos.

Sendo assim, vemos que um serviço primordial para o Brasil hoje precisa ser mitigado em função dos inúmeros impostos. Outra solução poderia partir do governo federal, utilizando os resultados produzidos pela Petrobras a fim de compensar a perda das empresas.

Por exemplo, a Petrobras apresentou, em 2021, um lucro de R$ 106 bilhões. Já o Governo Federal reteu 36,7% desses resultados, e a tendência é que isso aumente cada vez mais com os novos ajustes no valor.

É preciso implementar medidas que evitem o colapso do sistema de transporte, sem restringir as operações logísticas das empresas do mercado de frete, por exemplo. Nesse sentido, conte com uma empresa que pode oferecer a solução que a sua empresa precisa. 

Por isso, acesse o site oficial da Enivix e confira todos os serviços oferecidos para o mercado de frete, além de acompanhar as publicações que tratam sobre as tendências no setor logístico.

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